A reader lives a thousand lives before he dies, said Jojen. The man who never reads lives only one. (George R. R. Martin)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

7 on 7: Janeiro


7 Blogs, durante 7 meses no dia 7 vão publicar
7 fotografias de um determinado tema

O ano 2015 vai trazer algumas novidades e entre elas está o regresso do 7 on 7 :)

Uma nova série de um projeto antigo, com os mesmos objetivos, mas com caras (blogs, bem entendido) novas. 

Desta vez, o tema é um bocadinho diferente... Escolhemos um tema amplo, onde cada uma de nós acabou por ter o seu próprio subtema.

Como tema, a escolha foi:



Depois de dar voltas à cabeça para escolher uma letra (e porque alguém me "roubou" a minha ideia inicial) decidi-me pelo...


Sem nenhum motivo especial, mas apenas porque achei que tinha umas fotos engraçadas que poderiam figurar por aqui... 

Espero que gostem ;)


Diário

Diário, agenda, caderno... Chamem-lhe o que quiserem! 
A verdade é que eu não consigo viver sem este objecto...



Disneyland

Qual é a criança que não sonha em visitar o parque Disneyland em Paris? 
Faz dez anos (tantos!) que lá estive... Numa das viagens que mais me marcou...



Descoberta

Quem não se lembra de brincar à caça ao tesouro?
Pois o mundo do Geocaching é bastante interessante :)



Douro

De todas as paisagens que se podem observar no nosso país, esta vista do rio Douro no cais da Régua é simplesmente linda...



Diversão

Longas noites passadas com amigos a descobrir as maravilhas dos jogos de tabuleiro... Diversão assegurada!



Doces

O que seria de nós sem os doces?!



Desejos

E porque ainda estamos no início do novo ano, desejo a todos um excelente 2015 ;)


Gostaram? Espero que sim :)

Não deixem de visitar os outros blogs para conhecer as novas participantes e descobrir as letras que escolheram.


Participantes

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Para Onde Vão os Guarda-Chuvas


Disse Tal Azizi: Os nossos corpos têm veias para fora deles. Escuta, amado discípulo, essas veias ligam-se a lugares especiais, a pessoas que gostamos. Um aparelho circulatório que não é ensinado nas aulas de anatomia, que não se aprende nas madrasas nem nas universidades. O nosso coração não bate cá dentro, bate na terra de que gostamos, ó discípulo, nos objectos que nos são especiais, nos peitos dos nossos familiares, em músicas que nos fazem chorar. Nunca ninguém nos ensinou onde estava realmente o coração, aquilo que ouvimos bater no peito é apenas um reflexo de todos os nossos corações, que batem em tantos lugares diferentes. As nossas noções de anatomia, amado Gardezi, estão todas erradas.

Para onde vão os guarda-chuvas?... Um título que me despertou a curiosidade mas que estava longe de imaginar o tipo de livro que o poderia ter... Depois de ter lido críticas bastante favoráveis, ainda fiquei mais intrigada e curiosa.

Este livro foi a minha estreia no mundo de Afonso Cruz e realmente não estava à espera de gostar tanto. Confesso que durante muitas páginas não consegui perceber se gostava ou não do que estava a ler, mas era uma sensação agridoce pois não conseguia largar o livro. Parecia que estava enfeitiçada pela simplicidade e, em algumas partes, frieza da escrita.

Mas a partir de um certo ponto, percebi que estava mesmo a gostar e que o livro tinha tudo para merecer a classificação máxima... Mas (e há sempre um mas) o final deixou-me de tal maneira boquiaberta e foi tão inesperado que lhe roubei uma estrela. Claro que, num livro tão bom, isso se torna irrelevante.

A simplicidade da narrativa deixa-nos a pensar. Banalidades do dia-a-dia tornam-se importantes da perspectiva dos personagens. Fiquei rendida a Afonso Cruz!

Para onde vão os guarda-chuvas? São como as luvas, são como uma das peúgas que formam um par. Desaparecem e ninguém sabe para onde. Nunca ninguém encontra guarda-chuvas, mas toda a gente os perde. Para onde vão as nossas memórias, a nossa infância, os nossos guarda-chuvas?

domingo, 28 de dezembro de 2014

Novidades... Novidades...

Costuma dizer-se que ano novo vida nova, mas eu não consigo esperar para levantar um bocadinho o véu e contar algumas novidades...

Como não consigo dedicar muito tempo a este espaço como gostaria, andava há já algum tempo a pensar em dividi-lo com alguém. Por acaso, cruzou-se comigo alguém que também estava à procura do mesmo e decidimos que iríamos partilhar os nossos espaços. 


Assim, e a partir de janeiro, o Lots of Books (and other things) vai ter também a colaboração da Maria João, do blog Livros no Tempo

Espero que seja uma boa parceria e que tanto este espaço, como o dela saiam a ganhar com a colaboração :)

Bem vinda Maria João! :)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014



Espero que tenham todos tido uma ótima noite de Natal e que tenham havido muitos livrinhos nos sapatinhos ;)

Agora é tempo de preparar o ano que aí vem e abraçar os desafios e as novidades para 2015...

Feliz Natal e Bom Ano a todos!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Amor e Chocolate


- Que diz a Jen de tudo isto? - perguntou o Eric depois de ouvir a minha saga.
(…)
- O que eu não percebo é como tu, a Martha e até a Renée se aperceberam que havia qualquer coisa entre mim e o Greg, quando a Jen e o Matt, os nossos amigos mais chegados, parecem não ter dado por nada.
O Eric beberricou um pouco de cerveja.
- Lembras-te daquele episódio das Novas Aventuras do Super-Homem em que aparecia o Tempus, o vilão que conhecia a identidade secreta do Super-Homem, e em que entrava o H.G: Wells? E lembras-te de quando o Tempus disse à Lois algo como «O que ninguém consegue perceber é como alguém pode ser estúpido à uma escala tão galáctica», porque durante anos ela não descobrira que o Clark era o Super-Homem?
Estranhamente, lembrava-me.
- Achas que o Matt e a Jen são estúpidos à escala galáctica?
- Não. Como H. G. Wells lhe fez notar, a Lois «não queria ver a verdade», ou algo parecido. As pessoas são óptimas a ignorar coisas óbvias. Trata-se de um mecanismo de defesa contra coisas que afectam as suas vidas. Passa-se o mesmo com o Matt e a Jen. Bom, pelo menos com a Jen. O Matt provavelmente não deu por ela porque é gajo. Mas a Jen... Se ela quisesse saber que tu e o Greg estão apaixonados, sabê-lo-ia.

Há já alguns anos que não lia nada desta autora, mas depois de me ter apaixonado pelas suas estórias e personagens em A Filha da Minha Melhor Amiga e Pedaços de Ternura deixei-me conquistar novamente com este Amor e Chocolate.

A simplicidade quer da escrita quer dos personagens e das suas vidas tocam-nos por serem situações reais que nos podem acontecer a todos de uma forma ou outra. Diverti-me imenso e ainda soltei umas boas gargalhadas à conta do bem-disposto Greg.

Conhecida pelos seus dramas, desta vez Koomson deixou de lado o sofrimento das doenças ou de perdas importantes, e apresenta-nos um romance bem "docinho" com muito chocolate :) 

Uma leitura leve, ótima para um dia de praia, no verão, ou uma tarde no sofá com um aquecedor e uma bebida quente, no inverno... Aconselho!