A reader lives a thousand lives before he dies, said Jojen. The man who never reads lives only one. (George R. R. Martin)
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

No Limiar da Eternidade (Trilogia: O Século Livro 3)


Walli e Lili entraram no quarto. Ficaram parados à porta, a olharem a irmã mais velha como se ela se tivesse transformado numa pessoa diferente, o que provavelmente era verdade.
— Casaste te por ordem da Stasi! — gritou Rebecca da janela. — Qual de nós é o louco? — Atirou o outro sapato e falhou.
Lili perguntou num tom atemorizado: — Que estás a fazer?
Walli sorriu e disse: — Que loucura, pá.
Lá fora, dois transeuntes pararam para ver, e um vizinho surgiu à porta, contemplando a cena, fascinado. Hans mirou os, furioso. Era um homem orgulhoso e angustiava o fazer figura de parvo em público.
Rebecca olhou em volta, procurando outra coisa para lhe atirar, e o seu olhar caiu no modelo de fósforos da Porta de Brandeburgo.
Estava colocado sobre uma prancha de contraplacado. Era pesada, mas ela aguentava.
Willi exclamou: — Oh, ena pá!
Ela levou o modelo até à janela.
Hans gritou: — Não te atrevas! Isso pertence me!
Ela pousou a base de contraplacado no peitoril. — Arruinaste me a vida, seu rufia da Stasi! — gritou.
Uma das mulheres ali paradas riu se, numa gargalhada desdenhosa e trocista que se sobrepôs ao som da chuva. Hans corou de raiva e olhou em redor, tentando identificar a fonte, mas não conseguiu. Ser alvo de chacota era para ele a pior forma de tortura.
Rugiu: — Tira daí esse modelo, cabra! Trabalhei nele durante um ano!
— O mesmo tempo que eu dediquei ao nosso casamento — retorquiu Rebecca, erguendo o modelo.
Hans berrou: — Estou a dar te uma ordem!
Ela passou o modelo pela janela e largou o.
Este virou se em pleno voo, fazendo com que a prancha ficasse por cima e a quadriga por baixo. Pareceu levar uma eternidade a cair, e Rebecca ficou como que suspensa num momento do tempo. Depois, o modelo bateu no pátio calcetado da frente, com um som de papel a ser amachucado. Desintegrou se, e os fósforos projetaram se numa espécie de onda. Caíram, então, no empedrado molhado e ali ficaram, formando um círculo raiado de destruição. A prancha quedou se no chão, tudo o que continha desfeito em nada.
Hans ficou a olhar por um longo momento, a boca aberta de choque.
Recompôs se e apontou um dedo a Rebecca. — Escuta bem — disse numa voz tão fria que, de súbito, a deixou assustada —, vais arrepender te, garanto te. Tu e a tua família. Vão arrepender se para o resto da vida. Juro te.

Depois entrou no carro e foi se embora.

Depois de meses de espera, o tão aguardado final da trilogia O Século chegava finalmente... Não só por ser um dos meus autores de eleição, mas também por ter devorado por completo os volumes anteriores (apesar do seu tamanho), as expectativas para este último estavam elevadíssimas. 

Tal como os anteriores, também este foi completamente devorado (apesar das mais de mil páginas), aproveitando todos os momentos disponíveis para ler um bocadinho. Contudo, chegando ao final fiquei um bocadinho àquem das expectativas iniciais, facto que se foi desenvolvendo a partir dos 2/3 do livro. Se nos volumes anteriores acompanhávamos os personagens nas suas vidas quotidianas e estas estavam interligadas com os momentos históricos e chave do século passado, neste fiquei com a sensação que o autor tinha escolhido os momentos que ia incluir na narrativa e depois colocou lá este ou aquele personagem. 
Claro que o período da Guerra Fria é muito superior quer ao da I Guerra Mundial, quer da II, mas mesmo assim estava à espera de uma abordagem diferente... (Também percebo que incluir num livro acontecimentos de trinta anos de História é uma tarefa praticamente impossível).

Outra coisa que me deixou um pouco desiludida foi o facto de não se conhecer o desfecho de todos os personagens. Parece que alguns ficaram esquecidos no meio de tantas páginas e tanta política :(

É importante realçar que grande parte do livro decorre na década de 1960 e centra-se nas relações políticas nos EUA e URSS, com todas consequências boas ou más que daí resultaram. Um dos melhores momentos descritos é, sem dúvida, o discurso de Martin Luther King, I have a dream, nos degraus de Lincoln Memorial em Washington, em Agosto de 1963. 
Também o impacto que os loucos anos 60 e 70 tiveram nos jovens (sexo, drogas e rock'n'roll) foi bem feito, mostrando como a música e a política andam muitas vezes de mãos dadas. No entanto, depois foi-se perdendo um pouco o contacto com este estilo de vida e estas personagens, o que foi pena.

Apesar destes pequenos pormenores que me deixaram um sabor um tanto ou quanto agridoce, é um excelente livro e recomendo vivamente toda a trilogia (apesar do tamanho assustador dos três volumes). 
Há que ter em conta, tal como o próprio Follett me disse, que "foi uma trilogia difícil. Havia muita História a considerar antes de pensar nos personagens e eu estava determinado a não escrever um livro aborrecido".

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Leitura Conjunta: No Limiar da Eternidade

Chegou finalmente setembro e o tão aguardado final da trilogia O Século.


Lancei ao José o desafio de lermos o livro em conjunto e assim embarcamos nesta aventura no passado sábado, dia 20. 

Só consegui começar ontem, mas voltei a ficar completamente contagiada pela escrita de Follett e por estas personagens, cujas famílias tenho vindo a acompanhar desde 1912 (agora estou em 1961, numa Europa completamente dividida...). O entusiasmo era tanto que devorei a primeira parte rapidamente ;)


Mas como uma leitura conjunta implica prazos e datas, vou tentar segui-los :)
Assim, esta semana tenho de ler mais duas partes (não vai ser difícil) e depois deixo aqui um balanço semanal ;)

Boas leituras ^^

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Leituras Conjuntas #2

Não é novidade para quem me acompanha por aqui que sou fã incondicional de romances históricos e, consequentemente, de Ken Follett.

Dado que hoje foi o lançamento mundial do último livro da trilogia O Século, No Limiar da Eternidade, surgiu-me a ideia de uma leitura conjunta deste "monstro" ;)


Lancei o desafio ao José (O Blog de um tal José), também fã do autor, que aceitou logo embarcar comigo nesta aventura (uma pessoa não pode ser doida sozinha)...

Agora lançamos o desafio a todos os que estiverem interessados, tornando-a assim numa experiência partilhada e mais enriquecedora.

A leitura será dividida ao longo de três semanas, decorrendo a partir deste Sábado, 20 de Setembro, até ao Domingo, 12 de Outubro. 

Claro que cada pessoa tem o seu ritmo de leitura e tempo disponível, por isso os prazos servem apenas como guia e ninguém será forçado a cumpri-los à risca.

Assim, temos que:
  • Semana 1 (20 a 27 de Setembro) - Partes I a III (inclusive)
  • Semana 2 (27 de Setembro a 4 de Outubro) - Partes IV a VI (inclusive)
  • Semana 3 (4 a 12 de Outubro) - Partes VII a X e Epílogo


Querem embarcar conosco nesta "aventura" e ler No Limiar da Eternidade durante as próximas semanas?



sexta-feira, 20 de junho de 2014

O Oceano no Fim do Caminho


Já lá tinha estado, não já, há muito tempo? Tinha a certeza de que sim. As memórias de infância acabam por vezes cobertas e obscurecidas pelas coisas que vêm depois, como brinquedos de criança esquecidos no fundo de um roupeiro de adulto pejado de roupa, mas nunca se perdem para sempre.
(…)
A Velha Sra. Hampstock encolheu ao ombros. - O que recordaste? Provavelmente. Mais ou menos. Cada pessoa recorda as coisas à sua maneira, e não consegues juntar duas pessoas que se lembrem de algo da mesma forma, quer tenham ou não estado lá. Podem estar as duas sentadas lado a lado, e estar a continentes de distância, pois os significados podem ser muitos.

Depois de tantas boas críticas e opiniões decidi mergulhar no universo Neil Gaiman com este livro. 

Com algumas expectativas, dada a popularidade do livro, parti para uma leitura que pensei ser rápida e descontraída, mas ao fim das primeiras páginas percebi que ia arrastar o livro durante algum tempo e foi um daqueles livros que me obriguei a ler até ao fim (apenas porque é um livro pequeno). Primeira desilusão :(

Depois o universo fantástico de Gaiman não me cativou propriamente. É um livro metafórico carregado de simbolismo e tiro, de facto, o chapéu ao autor pela excelente capacidade criativa. Apesar de tudo, dava por mim a contar as páginas que faltavam para terminar aquele capítulo ou mesmo o livro...

Olhando em perspectiva para todo o enredo, talvez o momento não tenha sido o mais indicado para este livro. Sei que noutras circunstâncias o teria adorado. Uma história infantil para adultos que nos põe a pensar...

sábado, 24 de maio de 2014

Paper Towns


“Here's a tip: you're cute when you're confident. And less when you're not.” Before I had a chance to say anything, her eyes went back to the view and she started talking. “Here's what's not beautiful about it: from here, you can't see the rust or the cracked paint or whatever, but you can tell what the place really is. You see how fake it all is. It's not even hard enough to be made out of plastic. It's a paper town. I mean look at it, Q: look at all those cul-de-sacs, those streets that turn in on themselves, all the houses that were built to fall apart. All those paper people living in their paper houses, burning the future to stay warm. All the paper kids drinking beer some bum bought for them at the paper convenience store. Everyone demented with the mania of owning things. All the things paper-thin and paper-frail. And all the people, too. I've lived here for eighteen years and I have never once in my life come across anyone who cares about anything that matters.”

Desta vez, para leitura conjunta, escolhemos um dos autores e livros do momento, e confesso que não fiquei muito surpreendida com o que li. Ultimamente já desconfio quando os livros/autores são muito falados e estão na moda...

Não estava com muitas expectativas em relação ao livro (tenho mais em relação ao The Fault in our Stars), até porque é daqueles livros com muitas opiniões contraditórias. No entanto, foi um daqueles livros que me proporcionou uma leitura leve e descontraída e deu para passar uns bons momentos enquanto lia.

A história em si não é nada de novo. Dada a popularidade do autor, confesso que estava à espera de algum condimento novo dentro do género. Claro que livros (ou filmes) sobre adolescentes acabam por cair sempre no mesmo: o rapaz introvertido que gosta da miúda mais popular da escola e que combinando vários factores acabam por cair nos braços um do outro, quando nada o faria prever. 
Desta vez, o Quentin e a Margo, dois amigos de infância, acabam por seguir rumos diferentes à medida que crescem, mas a noite que Margo escolhe para pôr em prática o seu plano vai mudar as vidas de ambos no último mês de aulas. É assim que Quentin percebe que a Margo (sua amiga de infância e vizinha do lado) que acha que conhece afinal é uma pessoa diferente do que todos julgam.

Paper Towns faz-nos perceber que é muito fácil julgar as pessoas pela sua aparência mas que, se as tentarmos realmente conhecer, podemos ter grandes surpresas e descobrir pessoas completamente diferentes... 

“You know your problem, Quentin? You keep expecting people not to be themselves. (...)"

terça-feira, 13 de maio de 2014

Quando o Cuco Chama


A história fez passar para segundo plano notícias de política, de guerras e de desastres, e todas as suas versões cintilavam com imagens do rosto perfeito da vítima, do seu corpo flexível e escultural. Numa questão de horas, os poucos factos conhecidos tinham alastrado como vírus a milhões de pessoas: a discussão em público com o namorado famoso, o regresso a casa sozinha, os gritos ouvidos e a queda final, fatal... (...)
Mas então, perante um gemido de deceção quase audível, ficou provado que a testemunha tinha mentido, ela retirou se para uma clínica de recuperação, e o principal suspeito saiu da clínica, como dois bonecos, o homem e a mulher, numa daquelas casinhas para indicar o tempo que faz, que nunca podem estar cá fora na mesma altura.
Sempre era suicídio, afinal, e, depois de um momento de pasmo, a história ganhou um novo fôlego, mais fraco. Escreveu se que a vítima era uma pessoa desequilibrada, instável, inadaptada ao superestrelato que os seus excessos e a sua beleza tinham provocado; que se movera num círculo de gente imoral e com dinheiro que a tinha corrompido; que a decadência da sua nova vida tinha feito descarrilar uma personalidade já frágil. Ela tornou se uma lenda exemplar com laivos de satisfação com o mal dos outros, e tantos jornalistas fizeram alusões a Ícaro que a revista satírica Private Eye lhe dedicou uma coluna especial.

Este livro foi uma lufada de ar fresco depois de um Clássico (calhau) como Ana Karenina.
Tinha tudo para me prender desde o início, mas ao mesmo tempo podia ter tudo para ser uma tremenda desilusão. Eu explico, amo Policiais e J. K. Rowling é uma das minhas escritoras de eleição. Como tal, as expectativas estavam demasiado elevadas o que nem sempre é bom. 

Mas eu já devia saber que Rowling não desilude e surpreende pelo inesperado!
Um corpo que caiu de uma varanda, uma investigação inconclusiva por parte da polícia, a entrada "em cena" de um detective privado...
Nada disto é novo nem imprevisível. Agora quando esse detective é um ex-militar, que esteve no Afeganistão, com um ferimento de guerra, obeso e que vive no escritório devido à falta de dinheiro, começamos a desviar-nos um pouco dos clichés habituais... Cormoran Strike é apenas uma amostra do leque de personagens algo diferentes com que nos vamos deparando ao longo das páginas. Juntando tudo isto com o tipo de escrita que já não é novidade para quem acompanha o trabalho da autora (desde descrições envolventes aos diversos tipos de linguagem característicos de determinados estratos sociais) e ainda um final algo inesperado, tem-se a fórmula (perfeita) para um grande livro!

Recomendo? Claro que sim! 
Ah e tentem adivinhar quem é o assassino... Eu comecei a desconfiar um bocadinho depois do meio do livro ;)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Ana Karenina


Todas as famílias felizes se parecem umas com as outras, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.
Tudo era confusão em casa dos Oblonski. A mulher soubera que o marido mantinha uma relação com a antiga precetora francesa e informou-o de que não podia continuar a viver com ele na mesma casa. Havia três dias que esta situação durava e era penosa para os próprios esposos e para todos os membros da família, incluindo os criados. Todos os membros da família e os criados sentiam que a sua vida em comum não fazia sentido e que até as pessoas que se encontram casualmente numa estalagem estão mais ligadas entre si do que eles, membros da família e criados dos Oblonski. A mulher não saía dos seus aposentos, o marido não vinha a casa havia três dias. As crianças corriam por toda a casa, como que perdidas; a precetora inglesa zangou-se com a governanta e escreveu uma carta a uma amiga pedindo-lhe que lhe arranjasse outra colocação; o cozinheiro tinha abandonado a casa no dia anterior, à hora do jantar; a ajudante de cozinheira e o cocheiro pediram as contas.

Desde as primeiras páginas que este livro foi uma agradável surpresa. Confesso que não sou muito dada a Clássicos por serem livros ricos em descrições complexas e por vezes algo monótonas, mas este foi diferente. Não é que as descrições não existam, que elas estão lá e por vezes até não são muito pequenas, mas fiquei completamente rendida à narrativa em si e principalmente a alguns personagens.

Gostei muito do Levine e da relação dele com a Kitty, apesar de todas as suas dúvidas filosóficas e religiosas e acerca da própria sociedade russa, em que ele se sente um pouco à parte e não compreende certas atitudes. Contrariamente, a relação de Ana e Wronsky pareceu-me precipitada. Primeiro conhecem-se e apaixonam-se. Encontram-se em festas e sempre na presença de outras pessoas e de repente estão a falar de uma gravidez e a arranjar maneira de ficarem juntos sem que ela caia em desgraça aos olhos da sociedade...

Não fiquei rendida aos Clássicos, mas confesso que lhes vou começar a dar o benefício da dúvida antes de partir de pé atrás em relação a este tipo de livros. 

Apesar de ser um livro daqueles que assustam devido ao seu tamanho (e por vezes difícil de transportar), recomendo a sua leitura :) 

domingo, 13 de abril de 2014

Leitura Conjunta: Ana Karenina


Estamos a meio do mês, como tal estamos a meio das quatro semanas programadas para a leitura conjunta de Ana Karenina :)

Já tinha feito outras leituras conjuntas, mas todas elas foram num âmbito diferente desta. Posso dizer-vos que a experiência está a ser muito positiva e que eu estou a gostar muito. 

A viagem pela Rússia do século XIX através da escrita de Tolstoi é de tal modo envolvente que dou por mim a ler mais e mais (o que nunca me lembro de ter feito com um dos grandes clássicos da literatura mundial) na ânsia de descobrir mais sobre este ou aquele personagem.

Terminei a parte quatro (o livro está dividido em oito) e ainda não consigo definir Ana. Apesar de ser em torno dela que todo o livro gira, há outros personagens que me despertam maior interesse e curiosidade, sendo que uma delas é o seu marido Aleixo (a edição da Civilização que eu tenho traduz os nomes, o que eu acho um pouco absurdo). 

Daqui a duas semanas espero estar devidamente esclarecida (ou não) sobre todas estas complexas relações que se estão a desenvolver e espero que no final esta leitura se traduza em mais um "livro 5 estrelas" pois neste momento é onde se encontra e eu não me queria desiludir...

segunda-feira, 31 de março de 2014

Leituras Conjuntas #1

Todas as famílias felizes se parecem umas com as outras, cada família infeliz é infeliz à sua maneira (Leo Tolstoy)
Começa hoje mais uma aventura pelo mundo dos livros... Confesso que se não tivesse aderido a esta aventura (para mim os clássicos são uma grande aventura) talvez não pegasse neste livro...

A ideia surgiu por parte da Catarina R., do blog Sonhar de Olhos Abertos e consiste numa leitura conjunta do famoso Anna Karenina de Leo Tolstoy. 

Combinámos, então, que iríamos ler duas partes (o livro está dividido em oito partes), o que dá uma média de 200 páginas, por semana. Não é muito, mas vamos ver como corre (já sabem que eu sou péssima com prazos e planos) e todos os domingos haverá uma partilha de ideias e ponto de situação por parte de todos os participantes.


Eu gosto muito desta edição, que junta o facto de ser um hardback (com uma capa que eu gosto muito) ao preço acessível (ao contrário de outras edições).
O meu livro já saiu da estante, já dividi as oito partes pelas quatro semanas (a primeira semana é a que tem um maior número de páginas) e até já li as primeiras páginas (com capítulos curtos que é algo que eu gosto bastante, principalmente em livros grandes). 

A primeira impressão foi bem melhor do que estava à espera e fiquei surpreendida pela positiva. Agora é continuar a aventura pela Rússia do século XIX e deixar-me envolver na vida destas personagens durante as próximas semanas...

Wish me luck ;)

Sinopse
Ana Karenina parece ter tudo – beleza, dinheiro, popularidade e um filho adorado. Mas sente um vazio na sua vida até ao momento em que conhece o arrebatador conde Wronsky. A relação que em breve se inicia entre ambos escandaliza a sociedade e a família, e traz no seu encalce ciúme e amargura.

Em contraste com esta história de amor e autodestruição, encontramos Constantino Levine, um homem em busca da felicidade e de um sentido para a sua vida.