A reader lives a thousand lives before he dies, said Jojen. The man who never reads lives only one. (George R. R. Martin)

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Stop Reading! #6



Já há bastante tempo que não fazia uma publicação Stop Reading! e hoje deu-me para algo completamente diferente de viagens, mas nem por isso muito diferente de livros...

J.K. Rowling é uma das minhas escritoras de eleição, e não só pelo mundo paralelo de feitiçaria que me acompanhou na adolescência. Quando saiu o seu primeiro romance para adultos, Uma Morte Súbita (The Casual Vacancy) corri a comprar o livro e comecei a ler. Confesso que o título português me levou a pensar que estaria perante um policial, mas ao ler as primeiras páginas percebi que talvez não seria bem isso. Gostei muito do livro e, no final, não fiquei nada desapontada por não ter lido um policial, muito pelo contrário, a surpresa valeu muito a pena!

Ao perceber que o livro ia dar origem a uma mini-série, coloquei-a imediatamente na minha (interminável) lista de séries a ver. Esta semana vi o primeiro episódio, de um total de três que sairão até ao próximo dia 15 de março. Apesar de algumas diferenças em relação ao livro (que existem sempre), de um modo geral está bastante fiel à narrativa de Rowling e os actores dos diversos papéis correspondem bastante às imagens que criei quando li.

Uma boa aposta para um fim-de-semana de frio e chuva! 


sábado, 21 de fevereiro de 2015

7 on 7: Fevereiro


7 Blogs, durante 7 meses no dia 7 vão publicar
7 fotografias de um determinado tema

(Um bocadinho atrasado, eu sei) O 7 on 7 deste mês é um pouco parecido com o anterior, na medida em que voltamos a escolher um tema amplo que nos permitiu dar asas à imaginação...

Resolvemos tornar estes dias cinzentos de inverno um pouco mais coloridos e, como tal, o tema escolhido foi:



Um tema semelhante, mas uma escolha bem mais fácil :) 
A minha cor de eleição...


Porquê azul? Porque é a minha cor favorita... Simple as that ;)

Deixo-vos então com as minhas fotos.



Uma sweat azul... Uma camisa azul... Um vestido azul... Um casado azul...
O meu roupeiro está recheado de roupa azul...



Esta foto não é original nestes posts (podem encontrá-la aqui), mas este azul da Lagoa do Fogo (Açores) ainda hoje me maravilha sempre que recordo a viagem...



Em qualquer recanto do Alentejo encontramos uma casa azul ...
Ou um simples friso numa fonte à beira da estrada...



Porque é que o céu é azul?
Quando estagiava ouvi muitas vezes esta pergunta...



Kit de leitura de inverno: manta, óculos, caderno de apontamentos... 



Aqui eu fui feliz!... 
The Color Run 2013, zona de cor azul...



And that's it... 
Azul, Blue, Blau, Bleu, Blu, ...
(foto originalmente publicada aqui)


E estas foram as minhas fotos azuis deste mês.

Espero que gostem e não deixem de visitar os restantes blogs participantes para descobrir quais as cores de eleição das meninas :)

Participantes

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

1Q84 - Livro 1


     (...) O melhor que tenho a fazer é dar um nome adequado a esta nova situação em que me encontro. É necessário pôr-lhe um nome próprio, além do mais, a fim de distinguir entre este mundo presente e o mundo de antes, em que os polícias andavam com revólveres dos antigos. Se até os cães e os gatos precisam de um nome, um novo mundo, transformado, também.

     1Q84: é assim que vou chamar a este novo mundo, decidiu Aomame.
    Q é a letra inicial da expressão «question mark», o signo de qualquer coisa carregada de interrogações. 
     Aomame assentiu com a cabeça enquanto prosseguia o seu caminho.

Tinha este livro na minha estante há muito tempo e, apesar de ter muita curiosidade em relação a esta trilogia, continuava a adiar esta leitura. 

Quando me decidi, finalmente, a pegar-lhe tive várias surpresas. Em primeiro lugar, era a minha estreia com o escritor e estava curiosa, não só pela sua escrita mas pelo facto de já ter sido, por diversas vezes, favorito ao Nobel da Literatura. Contudo, tinha receio de ser um livro um tanto ou quanto aborrecido e de leitura lenta. Mas tal não se verificou, muito pelo contrário.

Gostei dos capítulos alternados das personagens, pois vamos acompanhando os dois simultaneamente. Mas por diversas vezes quis continuar a ler sobre Aomame ou Tengo, no seguimento de alguns acontecimentos, e tinha de deixar tudo em stand by e regressar ao outro. Este facto contribuiu bastante para que lesse o livro mais rapidamente.

Chegada ao final, ficaram muitas questões em aberto no ar e espero que, de uma forma ou outra, os caminhos dos dois se cruzem. 

Estou ainda mais curiosa em relação aos outros livros da trilogia e espero lê-los em breve. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A Filha do Barão


     O olhar escuro como ébano de Mariana dirigiu-se-lhe, levemente angustiado. Procurou o dele, exigiu que se prendessem um no outro por um breve momento. Talvez, perspicaz como era, suspeitasse que aquela poderia ser a última vez que veria o pai. D. João estava certo de que assim era; a sua saúde deteriorava-se a olhos vistos, a tísica era contagiosa e, ao entardecer, era geralmente tomado por febres que o enfraqueciam. As noites arrastavam-se com uma tosse aflitiva que mantinha a mulher igualmente acordada, e era olhado de lado pelos homens que, como ele, dividiam o espaço na sua salinha na alfândega. Tinha, contudo, sido demasiado apreciado pela rainha, para que se opusessem à sua presença junto aos seus cadernos de números. Era um homem tido em certa conta e, se não fosse a doença que havia meses lhe corroía os pulmões, teria um aspecto ainda jovem para os seus trinta e quatro anos. Ultimamente, parecia que a pele adquirira um tom macilento e que a cavidade torácica se tornava mais evidente. Emagrecia no esforço por trazer algum ar ao seu interior. A peste cinzenta reclamava-o para o outro lado e ele, como bom cristão, assegurara-se de que encaminhava as duas almas que tinha a seu encargo para a costa.
     (…)
     À porta do café juntavam-se as meninas afectadas, em idade casadoira, que esperavam nas carruagens pelas criadas que lhes traziam os sorvetes. Mariana de Albuquerque era uma delas, em tudo diferente das crianças inglesas, de rostos angelicais e olhos claros. Os cabelos das crianças portuguesas eram escuros como os dos ciganos que percorriam a Inglaterra nas suas tendas de nómadas, e a filha de D. João, postada fora da liteira com uma criada, à espera que o pai regressasse com o sorvete de cacau açucarado, não diferia das restantes. Quando a vira na companhia do pai,
achara-a sempre uma réplica de cigana inglesa, de pele tocada pelo sol que reflectia no Tejo, olhos negros e cabelos cor de ébano. Era baixa, o peito liso como uma planície sob o espartilho e nem as rendas delicadas do decote baixo aliviavam essa impressão de saltimbanca. Das únicas duas vezes que fora abordada por D. João na sua presença, limitara-se a encaminhar o sorvete para as beiças de menina gulosa e a ignorá-lo. Tudo o resto, das gaivotas às vendedoras que equilibravam tripas sobre a cabeça, lhe parecia mais digno da sua honrosa atenção. O pai gabava-lhe o inglês, mas a fidalga de onze anos não lhe dedicara um bom-dia que fosse. D. João desculpara-se em seu nome. Pai algum inglês se desculpava em nome da filha mimada.

Confesso que, quando tenho de escolher um livro para ler, os autores portugueses não se encontram entre as minhas primeiras escolhas. Não por falta de talento, muito pelo contrário, mas porque não me costumo identificar muito com os assuntos/tipos de escrita.
Contudo, a Célia conseguiu mudar um pouco do estereotipo criado na minha mente. Não só pela escrita, mas também por se ter "arriscado" a escrever Romances Históricos, um dos meus géneros favoritos.

Logo nas primeiras páginas, acompanhamos a viagem das mulheres da família Albuquerque de Lisboa para o Porto e, posteriormente, para os arredores de uma aldeia nas encostas do Douro. D. João, o barão, prometeu a filha Mariana, em casamento, a um tal de Daniel Turner, inglês, que pretende estabelecer-se em Portugal a produzir vinho do Porto... 
Mas estamos no início do século XIX e Napoleão prepara-se para invadir Portugal... 

Com uma escrita bastante simples, mas rica em pormenores históricos e descrições da época (nada maçadoras), somos transportados ao Portugal do início do século XIX, quando os homens foram arrastados para uma nova luta pela independência deste cantinho à beira mar plantado e as mulheres tiveram de lutar pelas suas famílias e bens, ainda que por vezes com poucas condições.

Será que Mariana e Daniel se vão entender e acabar por se apaixonar um pelo outro, apesar da diferença de idades? Porque é que D. Sofia trata mal a própria filha, quando parece que toda a gente gosta da fidalguinha? Que segredos, afinal, levou D. João consigo para o túmulo? 
Estas e outras questões são levantadas ao longo do livro e dei por mim a devorar as mais de quinhentas páginas para chegar ao final e perceber que Mariana e Daniel ainda têm muitos segredos por descobrir relativamente ao seu passado que de certeza irão influenciar o futuro de ambos. 

Mal posso esperar pela continuação!

Recomendo!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

7 on 7: Janeiro


7 Blogs, durante 7 meses no dia 7 vão publicar
7 fotografias de um determinado tema

O ano 2015 vai trazer algumas novidades e entre elas está o regresso do 7 on 7 :)

Uma nova série de um projeto antigo, com os mesmos objetivos, mas com caras (blogs, bem entendido) novas. 

Desta vez, o tema é um bocadinho diferente... Escolhemos um tema amplo, onde cada uma de nós acabou por ter o seu próprio subtema.

Como tema, a escolha foi:



Depois de dar voltas à cabeça para escolher uma letra (e porque alguém me "roubou" a minha ideia inicial) decidi-me pelo...


Sem nenhum motivo especial, mas apenas porque achei que tinha umas fotos engraçadas que poderiam figurar por aqui... 

Espero que gostem ;)


Diário

Diário, agenda, caderno... Chamem-lhe o que quiserem! 
A verdade é que eu não consigo viver sem este objecto...



Disneyland

Qual é a criança que não sonha em visitar o parque Disneyland em Paris? 
Faz dez anos (tantos!) que lá estive... Numa das viagens que mais me marcou...



Descoberta

Quem não se lembra de brincar à caça ao tesouro?
Pois o mundo do Geocaching é bastante interessante :)



Douro

De todas as paisagens que se podem observar no nosso país, esta vista do rio Douro no cais da Régua é simplesmente linda...



Diversão

Longas noites passadas com amigos a descobrir as maravilhas dos jogos de tabuleiro... Diversão assegurada!



Doces

O que seria de nós sem os doces?!



Desejos

E porque ainda estamos no início do novo ano, desejo a todos um excelente 2015 ;)


Gostaram? Espero que sim :)

Não deixem de visitar os outros blogs para conhecer as novas participantes e descobrir as letras que escolheram.


Participantes